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Empresa produz tablets na PB

Fonte: Correio da Paraíba - 10/03/2013

Empresário Clóvis Machado Nogueira Neto da N3 revela planos e conta como será processo de fabricação

Uma fábrica instalada em Campina Grande, a partir de incentivos dos governos federal e estadual está produzindo tablets no Estado. Os equipamentos devem estar disponíveis no mercado a partir de abril. O diretor de Operações da N3, Clóvis Machado Nogueira Neto garante que os tablets não deixam a desejar em relação à concorrência e que todo o processo de fabricação é feito em Campina Grande. Nessa conversa com o Correio, Clóvis Nogueira detalha as etapas da produção, fala com entusiasmo das máquinas e garante que a manipulação humana só ocorre na hora de testar o produto final. Os tablets devem chegar ao mercado em abril e custarão, a depender do modelo, entre R$ 349,00 e R$ 399.

- Quando os primeiros tablets começam a ser produzidos?

- Eles já foram homologados, lançados em nível de teste – alguns clientes já consumiram os tablets da N3 – e agora no começo de abril estará sendo feita a primeira produção em massa.

- Como poderia ser traduzida essa expressão produção em massa?

- A produção inicial foi feita com
produtos semiacabados, semidesmontados para avaliação e hoje esta produção que está para ser iniciada é o mesmo processo fabril que é feito na Foxcom em São Paulo para produção dos Ipads da Apple. Estamos falando m sair da produção de algumas peças para a produção de um primeiro lote de 2 mil tablets com objetivo final de em nó máximo 3 meses chegue a 54 mil unidades.

-Quando os equipamentos estarão no mercado, nas lojas?

-De meados a final de abril. Estamos em cima.

- Qual o diferencial desses equipamentos fabricados na Paraíba em relação aos que estão disponíveis hoje para o consumidor?

- A grande diferença é que os tablets que hoje estão no mercado – a maioria deles é importada – e em geral considero eu, de baixa qualidade. O mercado consumidor tem comprado tablets que não têm algumas características mínimas para você ter uma boa experiência de uso com o produto.

- O que seria essa boa experiência?

- Hoje é comum você encontrar nas lojas um tablete barato e quando você olha – fantástico – trezentos e poucos reais. Quando você começa a usar o produto não tem a resposta esperada. Por exemplo, as telas, que muitas vezes são resistivas e não capacitivas.

- O que vem a ser a resistiva e a capacitiva?

- A resistiva é aquela que você precisa de fato apertar – precisa ter a sensação de aperto na tela - para obter resposta ao estímulo, ou seja, aperto e afundo. Já a capacitiva tem uma sensibilidade diferente que você passa o dedo e ele te responde de forma automática. É uma sensação de uso completamente diferente. Como o mercado aqui está tendo que importar o produto, tem todo tipo de qualidade.

- Como será o tablet da N3?

- O tablet que está sendo lançado, como todos nossos outros produtos, é algo que atenda a expectativa de qualidade e de experiência de uso do produto.

-A que custo vai sair para o consumidor?

- A gente espera que esse produto saia na ponta, na cadeia varejista para o consumidor final, a depender do modelo, entre R$ 349 a R$ 399.

- O que eles oferecerão para que o usuário, por exemplo, possa interagir e ficar satisfeito?

- O produto vai usar a plataforma ‘android’ na versão 4.04, uma versão madura já usada mundialmente. As aplicações vão embarcadas já de fábrica deixarão o usuário logo de início sem a necessidade de nenhum esforço para poder fazer todo o básico operacional que pode ser feito num tablet hoje.

- E o que pode ser feito num tablet hoje?

- Ele poderá ver vídeos, ouvir música, vai usar os “e-readers” com programas embarcados para baixar os livros eletrônicos e com alguns joguinhos já pré-carregados de tal forma que, saindo das caixa, carregando abateria, o consumidor terá alguma experiência de uso, de fato, do produto.

- Que partes desse tablete serão feitas na Paraíba?

- O próprio processo de fabricação e o regulamento do PPB – Processo Produtivo Básico Nacional – da mesma foram que o governo federal, em uma mão te dá incentivos de redução de IPI- Imposto sobre Produtos Industrializados – na outra mão ele existe que se invista em pesquisa e desenvolvimento. No que diz respeito, pelo menos à parte de software – já existem parcerias para desenvolvermos uma série de aplicativos próprios e customizações para serem embarcados no “android”.

- E no que diz respeito à fabricação propriamente dita?

- O produto vai vir num formato que o mercado chama de CKD – Complet Knock Down. É um produto, não digo nem desmontado, não vem nem soldado. A N3 recebe componentes a nível de resistor, capacitor, fio, partes plásticas, vai produzir a placa central do tablet – a placa mãe. Depois será a junção das partes mecânicas e eletrônicas, ou seja, embarcar essa placa dentro do case do produto como um todo e o próximo passo na fabricação é a entrada na rotina de testes para ver se está tudo funcionando. Posso dizer que o produto vai ser completamente fabricado na Paraíba.

- O que levou a N3 a escolher a Paraíba?

- A Paraíba nos abraçou desde o início da empresa. Quando a empresa foi fundada em 2005 buscávamos algum Estado, que estimulasse ou que estivesse disposto a estimular a indústria eletro eletrônica e nesse momento a Paraíba nos abraçou, nos deu oportunidade, nos proporcionando uma área na antiga Walig, em Campina Grande e desde então nós vimos fazendo outros produtos – placas mãe para computadores, noteboks , desde o zero também, num processo muito similar. Além do fato de a Paraíba ser um lugar onde a mão de obra qualificada, principalmente em Campina Grande, ser abundante.

- O que representa, digamos, essa parceria com o Estado?

- Hoje temos aproximadamente 200 funcionários e com novas contratações e investimentos planejados pretendemos dobrar a produção e aumentar o quadro de colaboradores em 40% ou 80 novas contratações ao longo de 2013. É muito importante a participação do governo estadual proporcionando as condições para que o empresário decida investir.

- O que levou a N3 a bancar uma iniciativa como essa de fabricar um produto de alta tecnologia para disputar um mercado altamente competitivo?

-Nesse ponto é onde o governo brasileiro vem acertando. Ele criou um ecossistema e regras de tal forma que as multinacionais não têm aqui a vida fácil que têm lá fora. A indústria de informática nos países desenvolvidos faz, basicamente design ou desenvolvem um produto de fato, fabricam na China e mandam de volta para Estados Unidos, Canadá, Europa a a custo de importação zero.

- E o que o Brasil fez de diferente?

- Nesse aspecto, o Brasil que é tão criticado, às vezes, criou barreiras de tal forma que o produto importado passa a ser inviável – fica muito caro – e força desenvolver um ecossistema dentro do País que viabilize.

- Como é que as multinacionais funcionam ?

- lãs não chegam ao País e montam sua própria fábrica. A HP não tem fábrica no Brasil. A Dell também não. A Accer também não. Eles têm contratos com uma série de fabricantes os chamados CM – Contract manufacturers. A Faxcom é isso. Ele desenvolve também, mas está focada em fabricar para os outros. Ela fabrica os IPads e IPhones, os videogames do X-Box.

- Mas não há uma diferença de qualidade dos produtos?

- Os produtos que a N3 fabrica não deixam absolutamente nada a desejar em relação a qualquer outro.

- isso não é fanfarronice de brasileiro para dizer que faz o que o mundo desenvolvido faz?

- A grande diferença desses grandes fabricantes é que como eles têm escala vertiginosa muito grande no mundo, eles conseguem fazer uma carcaça, enfeitam mais o produto.

- Um exemplo?

- Você pega um notebook da HP, ele é lindo, brilhoso, aquela coisa bem pintada. Mas que não está no ramo não entende: vai procurar nas assistências técnicas os índices de defeito de um produto da HP. Altíssimo, completamente fora de controle. Quem fabrica não é a HP é um terceirizado em São Paulo. Talvez o que falte para as fábricas de iniciativa nacional seja um pouco do design para poder mostrar cara a cara um produto de uma grande multinacional com um brasileiro.

- Como funciona a indústria eletrônica?

- Muitas vezes não é nem a própria marca de desenvolve o produto. Ela vai numa empresa chamada ODM – são empresas que ficam no Japão, na China ou em Taiwan que fabricam os produtos chamados “with Box”. O que é isso? Ele vai fabricar um telefone e vai disponibilizar o projeto mundo a fora. Não é fácil competir com eles. Eles têm poder financeiro e de marketing.

- O que a N3 já produz?

- A N3 já produz notebooks há pelo menos 3 anos e não é a simples montagem do produto. Nós fabricamos os componentes internos – a placa mãe, a memória – para juntar mecanicamente tudo e transformar num notebook ou num desktop normal ou compactos ou os minitops e os own ones – temos um de 21” – que nada mais é que um grande monitor e dentro dele, por trás tem um DVD e toda uma estrutura, com toda a parte eletrônica fabricada por nós.

- O que vem de fora para se integrar ao processo de fabricação?

- Os processadores que são feitos nas fábricas da Intel, os discos rígidos – há dois grandes fabricantes no mundo, todos na Chia Taiwan e Tailândia. E o que a N3 faz a mais? É bem possível que você tenha um computador em casa que tenha um componente da N3. Quando implantados essa linha de produção o fizemos com dois objetivos: diversificar os produtos e alimentar sua própria produção. Fabricamos para nossos próprios produtos para também para outros fabricantes.

- O que vocês recebem de outros fabricantes para o processo de produção de tablets e computadores?

- Nós recebemos o PCB – a gente não enxerga, mas é um placa com 4 camadas, cujos pontos se interligam e os componentes são soldados de acordo com um projeto. Infelizmente o mercado nacional não tem condições de produzir uma PCB desse nível como essa placa de memória que estou mostrando.

- Quando teremos condições de produzir esse material?

- Eu acredito que da forma como vão andando as exigências do PPB a gente deu um avanço muito grande nos últimos cinco anos – eu diria que de 0 a 100 numa velocidade absurda. Se o governo federal incentivar – produzir atrativos para as empresas e exigir que o mercado produza nacionalmente – em cinco anos poderemos ter uma fábrica de ponta no País. Mas vai depender do interesse nacional. É preciso escala, demanda. Não adianta o governo federal incentivar, mas não proteger.

- As empresas de tecnologia geralmente têm uma preocupação muito grande com a responsabilidade social. Qual a proposta da N3 nessa área?

-É um direcionamento mundial a preocupação com o que é verde, com a proteção ambiental. Mas vamos a algumas medidas tomadas pela N#: temosa isso 14101. Temos todo um critério dentro da empresa para administração dos resíduos, separando o que é orgânico, o que é vidro, o que é papel e o que é metal. Somos avaliados a cada 6 meses pela ABNT. E todas as embalagens, resíduos sobras, enfim tudo que chega é tratado antes de ser descartado para não poluir.

- E o que se faz com os componentes velhos ou não mais funcionais?

- Eles não são simplesmente jogados fora. Chama-se uma empresa especializada para fazer a coleta especial desse material, por que há componentes que se fossem jogados no ambiente levariam anos para se deteriorar ou poderiam causar problemas. E por último, no processo de fabricação não usamos solda a base de chumbo.

- Como são as máquinas que fazem parte do processo de produção?

- A primeira ETA começa em uma máquina que chamamos de printer. Ela deposita a pasta de solda no componente que será transformado, por exemplo, em uma placa mãe. É alemã. Em sequência, temos uma SPI, que faz o “doube check” da primeira máquina. Ela tem 20 câmaras que tiram centenas de fotos por segundo para tentar identificar nos milhares de pontos de solda se algum deles recebeu pouca ou pasta de solda a mais.

- O senhor se referiu as duas primeiras etapas do processo. Quais são as próximas?

- É o processo de colocar os componentes naquela placa. Desde o início não há intervenção humana, de manejo. Os robôs pegam num depósito na máquina os componentes, como chips, e vai até o ponto certo e coloca o componente em cima na posição certa. A placa está agora com solda e com os componentes alocados na posição correta.

- O que falta?

- Ela ainda não foi efetivamente soldada. Na última etapa ela vai entrar em um forno com várias seções de aquecimento (todas controladas por computador). Isso vai fazer com que a pasta – semelhante a uma pasta de dente – se derreta e faça aquele pontinho prateado que a gente vê nos componentes. E por último, uma nova máquina vai fazer um trabalho similar a SPI, que basicamente faz a inspeção visual dos componentes. Ela tira centenas de fotos e compara com um modelo que já está gravado dentro dela. Qualquer alteração em relação ao modelo, ela alerta através de uma luz vermelha. Mas isso é raro.

- Qual o percentual de chance de um problema existir para a máquina alertar?

-É menos de 0,5%. É muito pequeno. Então, essa máquina ajuda a inspecionar e evitar desperdício de tempo quando você vai efetivamente testar o produto. A manipulação humana só ocorre no final da produção quando 25 mil placas por mês e todas, sem exceção, são testadas.

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